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BRASIL, Homem, Radialista/Jornalista/Esp.Marketing
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Encontro reuniu jornalistas em Brasília DF
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Um marco na história da comunicação da Igreja no Brasil. Assim foi avaliado o primeiro encontro de jornalistas que atuam nas assessorias de imprensa de dioceses, regionais e organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocorrido em Brasília, de 7 a 9 de março.
O encontro reuniu 35 jornalistas dos Estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Bahia, Amazônia, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba e Distrito Federal. Da Diocese de Guarapuava participaram do encontro os jornalistas Francisco Carboni (Jornal a Igreja na Diocese de Guarapuava) e Jorge Teles (site da Diocese e Rádio Cultura AM-FM)
Trata-se de uma iniciativa da Assessoria de Imprensa da CNBB em parceria com o Setor de Comunicação Social e que teve como objetivo ser um espaço de conhecimento dos assessores das diversas dioceses e organismos, assim como de troca de experiências. No evento, os jornalistas puderam expressar desafios da profissão e sugestões para melhorar a comunicação da Igreja no Brasil.
O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, presidiu a missa no domingo e manifestou a alegria da CNBB com a realização do encontro. Aos jornalistas, dom Dimas explicou o investimento que a CNBB está fazendo na comunicação e exortou os jornalistas a perseverarem em seus trabalhos.
O encontro contou com as assessorias do coordenador do Departamento de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB), professor Luiz Martins, e do jornalista da TV Cultura, Elson Faxina. Martins abordou a questão da Informação, Comunicação e Mobilização.
Já Faxina falou sobre A Assessoria de Imprensa na Igreja: desafio ou realidade? O jornalista levou os participantes a discutirem e apresentaram sobre o que é bom e ruim e propostas de melhorias no trabalho das assessorias de imprensa das dioceses, regionais e organismos.
Diversas foram as conclusões apresentadas pelos jornalistas, entre elas, merece destaque a necessidade de uma articulação entre esses profissionais, para que não se sintam isolados em suas rotinas de trabalho.
Como forma de dar continuidade a este processo de discussão e formação, ficou decidido que no período da Quaresma de 2009, em São Paulo, ocorrerá o segundo encontro.
Além disso, os jornalistas ressaltaram o apoio do episcopado brasileiro para a realização deste evento e emitiram uma carta, que segue abaixo, na íntegra.
Carta do I Encontro dos Assessores de Imprensa das Dioceses, Regionais e Organismos da CNBB
Nós, 35 jornalistas de dioceses e organismos da CNBB de 11 Estados brasileiros e do Distrito Federal, estivemos reunidos/as em Brasília, de 7 a 9 de março, com o propósito de trocar experiências, unir as assessorias de imprensa e refletir a conjuntura da comunicação no país.
Trata-se de um marco na história da comunicação da Igreja no Brasil. Representa um esforço conjunto entre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e seus regionais, (arqui) dioceses e organismos.
Durante o encontro, compreendemos que nosso papel é denunciar as injustiças sociais, mas, sobretudo, anunciar a boa nova e dar visibilidade às ações da Igreja no Brasil. Mais do que um instrumento, a comunicação é uma estratégia para transformar a realidade.
Estamos felizes em poder compartilhar nossos anseios e sonhos na busca de uma comunicação mais eficaz e articulada. Para tanto, dentre as principais conclusões, destacamos o intercâmbio de notícias em todo o Brasil, o início de um processo de formação continuada dos jornalistas das dioceses e organismos da CNBB e criação de uma rede de assessores, para qual convidamos os demais jornalistas que não participaram deste primeiro encontro. Estão convidados, também, para o segundo encontro marcado para o período da Quaresma de 2009, na cidade de São Paulo (SP).
Voltamos para as nossas cidades entusiasmados/as e cheios/as de esperança. Temos a certeza de que a semente que brota neste primeiro encontro dará frutos em todo o país, ampliando e fortalecendo o trabalho de comunicação a serviço de um mundo mais justo, solidário e fraterno.
Agradecemos a iniciativa da CNBB, o apoio dos bispos de nossas (arqui)dioceses e de todos que acreditaram e tornaram possível este momento.
Brasília, 9 de março de 2008
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Escrito por Jorge Teles às 15h30
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Nem médicos nem palhaços, apenas Doutores da Alegria
Por: Jorge Teles - para o Jornal "A Igreja na Diocese de Guarapuava -
"Era uma vez duas jovens que resolveram visitar doentes no natal em um hospital da cidade", é o que me conta Elizete Silva.
Era dezembro de 2005 quando Emanuelle Batista e uma colega de colégio tiveram essa iniciativa. Esta amiga desistiu, mas Emanuelle seguiu em frente e um grupo, em torno da idéia, foi formado.

O grupo, atualmente composto por François de Goes, Sandro Araujo, Bruno Araujo, Elina Andrade, Elizete Silva, Adriele Tomacheski, Juliano Riekel, Lucia Pelek, Alan Pelek, Rodrigo Wierzba, Cristina Kômora, Sara Champoski, Emanuelle Teixeira (5 anos), Ivanuele Ribeiro Stocki, João Stocki, e Jeanniltom Wilmar de Góes e Emanuelle Batista, confeccionou roupas de palhaços arrecadou brinquedos e doces e foi aos hospitais da cidade visitar crianças e idosos .
Sobre a primeira experiência, Elizete explica que foi muito gratificante. “O que era para ser somente uma visita, virou um projeto. Ao longo dos dias novos membros começaram a fazer parte deste grupo, outros ficaram pelo caminho. Então passamos a fazer essas visitas no natal e na páscoa. Quando não vamos aos hospitais vamos a comunidades carentes para levar um pouco de alegria aos pequeninos. È difícil descrever o que sentimos quando estamos fazendo esse trabalho, pois é um misto de alegria que se reflete em cada rosto das crianças, uma sensação de dever cumprido, e também de tristeza de ver tanta desigualdade social, tanta miséria”, conta Elizete.

Sobre a experiência de visitar irmãos nessas situações Elizete diz que tudo serve como incentivo para o próximo encontro. “Cria-se uma expectativa de querer cada vez mais conseguir arrecadar maior quantidade de doces e brinquedos para que possamos fazer a nossa parte e não somente ficar lamentando e reclamando da vida. Colocamos em prática o que disse Jesus: ‘o que fizeres a um destes meus pequeninos é a MIM que o fazes’”.

Quanto a satisfação pelo trabalho Elizete destaca que é uma experiência inexplicável. “Só tenho a dizer que vale muito à pena esse trabalho, é o tipo de coisa que o dinheiro não compra, e o tempo não apaga, vai ficar pra sempre em nossa mente cada sorriso sincero, cada olhar que recebemos. Todos deveriam um dia fazer essa experiência de ser voluntário, pode ter certeza que jamais irão se arrepender e nunca mais deixarão de ser um voluntário a espalhar um pouco de carinho e alegria a quem mais necessita”, explica.
Quanto aos membros do grupo Elizete conta que uma característica é a diversidade. “A unidade na diversidade. Alguns dos participantes são do Movimento Rosário Perpétuo, outros não, como por exemplo a Elina, que é Evangélica”, explica. “Professamos a fé de maneiras diferentes, mas cremos no mesmo Deus e quando se trata de praticar o bem, a união só demonstra que a fé é transformada em obra”, conclui.
Neste ano os Doutores da Alegria começaram a realizar visitas também no dia da criança.
Escrito por Jorge Teles às 16h06
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A R T I G O
RESUMO
O artigo, embasado em algumas teorias, modelos teóricos e conceitos que norteiam o jornalismo, faz uma releitura das matérias sobre as eleições nos jornais semanais de Guarapuava, Tribuna Regional do Centro-Oeste e Semanário Expresso, edições publicadas nos meses de agosto e setembro de 2006. Discute a objetividade no jornalismo, mostrando que é um assunto sempre atual. Aponta a existência do agendamento nas publicações, bem como a presença do gatekeeper e ações de marketing eleitoral no período estudado. Conclui enfatizando que se deve, principalmente em períodos de pré-eleição, realizar-se uma leitura atenta e comparada dos meios de comunicação.
Palavras chave: Comunicação. Jornalismo. Fato. Notícia. Matéria. Eleições 2006
INTRODUÇÃO
As relações entre os meios de comunicação e os partidos políticos no momento eleitoral muitas vezes se tornam demasiadamente estreitos e, em conseqüência, perigosos aos próprios veículos e aos receptores. Muitas vezes sem demonstrar explicitamente ao leitor sua preferência ou adesão a grupos, os jornais se utilizam de uma série de critérios e subterfúgios para cobrir, destacar ou criticar candidatos. Nesses períodos é muito comum ouvir pessoas dizerem que o ”Jornal X” apóia ou é contra tal candidato ou, que o “Jornal Z” está aliado a certos grupos políticos, ficando claro que a exposição com freqüência de candidatos e partidos, ou o seu contrário, nesses veículos, pode ser motivo para esses comentários.
Este artigo tem o propósito de fazer uma revisão bibliográfica de algumas teorias e conceitos que norteiam o jornalismo, analisar o tratamento dado ao tema eleições nos jornais semanais Tribuna Regional do Centro-Oeste e Semanário Expresso, edições publicadas nos meses de agosto e setembro de 2006, sessenta dias que antecederam o pleito eleitoral, procurando comparar algumas matérias publicadas, e verificar, explicando, possíveis vinculações de marketing eleitoral nos textos jornalísticos. A análise terá como foco as matérias relacionadas com os candidatos ao governo do Estado, Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PDT), e com os candidatos à Assembléia Legislativa do Paraná, Artagão Junior (PMDB) e Fernando Carli Filho (PSB).
O Jornal Semanário Expresso, editado em Guarapuava pela Editora Aravelhos Ltda, tinha na ocasião, como diretora geral, Cerize Aparecida Nascimento Gomes. O Jornal Tribuna, de propriedade da empresa Dois Ltda, no período analisado tinha como diretora de jornalismo e editora responsável, Cristina Esteche. Enquanto o Expresso era distribuído gratuitamente, o Tribuna era comercializado.
Segundo Karam(2004, p. 86), “hoje os arquivos jornalísticos, em diferentes partes do mundo, servem de testemunho do presente e das interpretações sobre ele (...) o jornalismo por lidar com a emergência do novo e da negatividade social em ritmo avassalador, em períodos essencialmente curtos, torna-se uma referência do presente.”
Para José Marques de Melo, os jornais podem ser considerados como um dos principais meios de comunicação da nossa sociedade. Segundo ele, essa importância justifica que se dediquem estudos especiais. Marques de Melo (2006), citando Carlos Sussekind de Mendonça, assegura que os conteúdos dos jornais podem ser estudados do ponto de vista da natureza das notícias e informações que fornecem ao público, porque sendo um veículo de certa forma educativo, de extensão cultural e interesses do povo, é importante saber o que eles fornecem à população.
Sobre a gênese do jornalismo comparado, Melo (1953, apud Kayser, p. 11, 2006) afirma que “dentre os métodos de pesquisa (...) a dissecação dos jornais, sua análise crítica e comparativa, abrem largas e originais perspectivas para os pesquisadores, bem como para os especialistas e o grande público” .
Diante desses aspectos, este artigo tem importância, uma vez que se buscará compreender como esses jornais trabalharam para levar ao público as informações no período que antecedeu as eleições 2006.
CONCLUSÃO
Dois jornais, cada qual com seu estilo obedeceram à mesma lógica: posicionaram-se favoráveis a um candidato à deputado estadual e ao seu preferido para o Governo do Estado.
Nas edições analisadas pode-se perceber claramente que o Jornal Tribuna Regional do Centro-Oeste posicionou-se favorável ao candidato Fernando Carli Filho, utilizando-se por diversas vezes da figura do prefeito e pai para dar visibilidade ao postulante ao cargo na Assembléia Legislativa. Em contrapartida, optou por não dar ênfase em algumas noticias que envolviam o deputado Artagão de Mattos Leão Junior e, o candidato do mesmo partido ao governo do estado Roberto Requião.
Por outro lado, o Jornal Semanário Expresso atacou Fernando Carli Filho por dois flancos. Destacou negativamente o prefeito, aparentemente apoiando-se na lógica de que criticando o pai atingiria o filho e por diversas vezes o ataque foi direto à Carli Filho, e em doses menores ao candidato ao governo Osmar Dias.
Nas colunas políticas de ambos os jornais, o fato de notas despretenciosas aparecerem destacando os candidatos de suas preferências, comprova a intenção de criar-se comentário público favorável aos mesmos, verificando-se aqui a aplicação, instintiva ou não, do agendamento ou agenda setting. Também verificou-se, por algumas notas publicadas, que um jornal acompanhava o outro, pois notas que saiam em um, eram respondidas pelo outro nas edições seguintes.
Para o leitor que acompanhou os dois jornais no período analisado, em algumas situações foi impossível se chegar a uma conclusão, principalmente nas questões estatísticas, onde um jornal apontava para um certo número e, o outro, dava uma versão diferente. Citando o próprio Semanário Expresso, “em tempo de eleição é preciso apurar a veracidade de algumas informações. Principalmente, de alguns números”.
Mesmo diante dessa polarização, foi importante para a comunidade ter esses dois jornais no período analisado pois tiveram, de alguma forma, duas versões para os candidatos ao legislativo que mais se destacaram no cenário eleitoral, sendo que os dois foram eleitos. O fator mais negativo é que os demais candidatos pouco apareceram nesses jornais.
Em período eleitoral, tanto para o conteúdo do rádio, da TV, da internet, dos impressos, melhor ouvi-los, vê-los, lê-los conforme recomendação de Bertold Brecht, desconfiando: "Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar." (Bertold Brecht)
Escrito por Jorge Teles às 18h00
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Texto publicado no site Observatório da Imprensa em 24/05/2005
RADIOJORNALISMO Otimismo quanto ao futuro
Jorge Teles dos Passos (*)
Jornalismo de rádio, de Milton Jung, 160 pp., Editora Contexto , São Paulo, 2004; R$ 24,90
Formado em Jornalismo pela PUC-RS, Milton Jung é atualmente âncora do programa CBN São Paulo, na Rádio CBN, e do Jornal da Terra, no Portal da Terra. Trabalhou nas rádios Guaíba e Gaúcha, de Porto Alegre e foi âncora e repórter nas TVs Cultura, Globo, SBT e Rede TV.
Existe um fio condutor na maior parte dos seis capítulos constituintes do livro: o dilema ético no jornalismo em geral e especificamente no meio rádio em confronto com a lógica do mercado que "mercadorizou" a informação e disputa os lugares de enunciação de discursos articulados.
É apregoada por Jung, logo na introdução, a defesa da necessidade do tratamento do ouvinte como cidadão (p. 13). Enfatiza a importância do rádio frente à agitação da vida moderna, por tratar-se de um meio fisicamente compatível com a mobilidade humana, o que por outro lado dificulta a recepção/assimilação de informações. Relembra a limitação de recursos para emissão da mensagem, conceituando comunicação não como o ato de enunciar, mas de tornar comum.
No decorrer de todo o texto o leitor depara-se com caixas de texto explicativas, relacionadas ou não ao que é exposto no respectivo parágrafo, como se fosse uma nota de rodapé que "saiu" do rodapé, ou um "grilo falante", dando conselhos morais, esclarecendo sobre jargões do jornalismo, regras de gramática não exercidas pelos jornalistas ou simplesmente detalhando melhor o assunto. Parece ser uma estratégia para que jovens leitores inteirem-se do enunciado, o que poderia não acontecer com a nota de rodapé.
Leia o texto na íntegra CLIQUE AQUI
Escrito por Jorge Teles às 11h54
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Texto publicado no site Observatório da Imprensa em Janeiro/2005
VIDA DE ESTUDANTE Meu curso de Jornalismo foi extinto
Jorge Teles (*)
No hall de entrada da faculdade estava exposto o cartaz informando que nos dias 13 e 14 de janeiro de 2005 seriam realizadas as matrículas do Curso de Jornalismo. A mesma informação constava na página da instituição na internet. O que deixava dúvida eram os telefonemas recebidos por alguns alunos do curso, informando que não haveria matrícula nestes dias, e convocando-os para uma reunião em 20 de janeiro.
Outra informação extra-oficial, que necessitava ser apurada, era a extinção do Curso de Economia. "Parece que aceitaram transferência para o curso de Gestão de Negócios pagando apenas 50% da mensalidade, e parece que isso acontecerá com o Jornalismo", era o comentário que circulava entre alunos da instituição.
Como aprenderam, no próprio curso, que tudo deve ser apurado, os futuros jornalistas dirigiram-se na noite do dia 13 de janeiro à secretaria da instituição. Solicitaram a realização da rematrícula, e de imediato foram informados de que não seria possível, e que todos estavam convocados para a tal reunião do dia 20 de janeiro.
Não restava mais dúvida mas, para confirmar, perguntaram o motivo da reunião, e este também foi confirmado: a possível extinção do Curso de Jornalismo, assim como havia acontecido com o de Economia.
Jornalista – ou no caso, futuro jornalista, ou ainda, quem sabe, ex-futuro-jornalista – acredita no Jornalismo, e optou porque sabe o que quer. Caso a extinção aconteça, respeitando-se as particularidades, acredito que a maioria não aceitará migrar para outro curso, seguindo o exemplo das turmas de Economia. Futuro jornalista acredita no jornalismo, por isso informou à imprensa local – TV, rádio e jornal –, pois sabia que o assunto interessava a toda a comunidade, e não somente àqueles alunos. A imprensa compareceu.
Último respiro de liberdade
Entre os alunos presentes na noite do dia 13, o pensamento era unânime: não se trata apenas um ano, 12 parcelas pagas pela prestação de serviços, a ser extinto. É um projeto de vida para quatro anos. São noites sem dormir, fins de semana sacrificados, investimento em transporte, livros. Muitos deixaram família, empregos, abandonaram outros cursos superiores em andamento, tudo em prol de um sonho. E não é só isso, professores investiram, buscaram se especializar, sonharam juntos. Estes professores incentivaram a turma, ensinaram muitas coisas nesses dois períodos. Insistiram na idéia de que na faculdade devemos aproveitar tudo. Além das aulas, o bate-papo com os colegas, a conversa informal com professores, qualquer tipo de leitura – tudo é válido.
Debatemos muito sobre a busca da verdade, sobre não aceitar as coisas como "cordeiros", mas ao contrário, lutar pelos direitos nossos e dos outros, e principalmente, nunca deixar de sonhar.
Posso estar agora sonhando, portanto, meus queridos professores, não levem em conta o início do texto na terceira pessoa e a mudança para a primeira. Também sei que o texto está sem lide. No início até parece lide de apelo direto ou nariz de cera, mas tudo isso não passa de um desabafo, talvez o último respiro de liberdade. Afinal, durante este tempo procurei registrar tudo. Foram textos, fotos, áudios que arquivei procurando preservar todos os momentos do curso: os bons, os não tão bons. Pena que meu blog sumiu e perdi muita coisa. Lamento também que o que tentei gravar na noite do dia 13 de janeiro, para registrar nos anais da história de nosso curso, não funcionou, as pilhas do gravador falharam.
Um recado
Eu sei, é um erro fatal não verificar as condições do equipamento ....LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA - CLIQUE AQUI
Escrito por Jorge Teles às 11h50
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